No encontro comigo

O que me salva está dentro. E, quando entro, percebo que não existe a necessidade de salvamento. Estando diante de mim mesma. Dentro. Me alinho às minhas dores, caminho na navalha fina dos meus limites e converso com os fantasmas antigos de meus medos. A criança que fui ainda chora em algum canto escondida, consolo seus soluços com respeito às suas feridas. Fazem parte da bagagem. De quem sou. De como me enxergo. Do que posso ser no mundo. Dentro não é preciso estar em confronto comigo, nem existe razão para tomar o passado como inimigo. Desse lugar me alcanço no presente. Desse lugar me vislumbro no futuro. De dentro ressurgem as forças para me escrever sobre novas linhas e continuar tecendo a minha história.

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